Maternidade e suas nuances

 


Tem dias em que a maternidade nos pede uma força que nem sabíamos que ainda tínhamos.

A gente organiza horários, conversa com médicos, faz curativos, observa cada detalhe, tenta manter a rotina… e segue. Por fora, prática. Por dentro, um universo inteiro em movimento.

Tenho fé. Muita.

Mas fé não elimina o medo. Às vezes, ela apenas segura a nossa mão enquanto ele passa.

Tenho percebido que o amor de mãe também mora nesse lugar contraditório: na coragem e na apreensão, na confiança e no receio, na vontade de proteger de tudo e na consciência de que há caminhos que precisamos apenas acompanhar.

E, no meio disso, tenho buscado pequenos respiros.

Uma conversa boa.
Uma risada inesperada.
Escrever.
Brincar.
Sentir o sol.
Lembrar que existe vida acontecendo enquanto atravessamos o que nos preocupa.

Talvez cuidar também seja isso: não permitir que o medo ocupe todos os cômodos da nossa existência.

Hoje, meu coração está mais sensível.

Mas também profundamente grato.

Pelo cuidado.
Pela presença.
Pelas pessoas que se aproximam com delicadeza.
E, sobretudo, por esse amor imenso que às vezes aperta o peito justamente porque ama demais. ❤️

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