Entre a presença e o espaço: o movimento
Tenho aprendido a apreciar o que não precisa ser forçado. O interesse que se revela nos detalhes. A presença que não invade, mas também não se ausenta. A mensagem que chega sem pretexto. A voz que atravessa a distância simplesmente porque houve vontade de ouvir e ser ouvido. Gosto do tempo da descoberta. Da curiosidade que permanece acesa quando duas pessoas ainda têm muito a conhecer uma da outra. Sem pressa para definir, sem necessidade de antecipar caminhos. Mas há algo que, para mim, faz diferença: movimento. Não aquele que impressiona, promete ou ocupa todos os espaços. Falo do movimento sutil de quem se aproxima porque quer. De quem demonstra interesse sem precisar ser conduzido até ele. Talvez a maturidade tenha me ensinado justamente isso: posso desejar sem perseguir, me envolver sem me perder e demonstrar sem assumir sozinha a responsabilidade pelo encontro. Não preciso interpretar cada silêncio. Prefiro perceber presenças. Gosto de liberdade, mas daquela que sabe criar p...