Das coisas que ficam

Quando a vida os aproximou de maneira um tanto inusitada,  diferente,  estranha, engraçada, virtual, ela não deu muita atenção,  até porque sempre preferiu o contato "olho no olho", conversa ao vivo... mas a sua insistência em querer saber mais, marcar um café, a fizeram pensar: Por quê não?!

E eis que aí começou o encontro,  depois de tantos desencontros. Papo vai, papo vem e marcaram para sair novamente e de novo e de novo... e mesmo com algumas diferenças de comportamento, começaram a descobrir as afinidades.  Um ser totalmente racional e outro mais emocional começaram a se relacionar... e os momentos foram de descoberta.  Diversos momentos lindos aconteceram.  As exposições,  os bares, as músicas,  os passeios nas praças,  nos parques, as festas, almoços e jantares em família e com os amigos,  as sessões pipocas,  os vinhos... e entre tantas coisas vividas juntos, cada um mostrava um pouco mais sobre as coisas que gostava. Ela era mais emocional e apresentou lugares, sabores, músicas, danças,  temperos, leituras.. que ele tinha pouco ou nenhum contato e de certo se encantou. Ele já era um ser mais racional e apresentou soluções para o dia a dia dela, a acompanhava nos lugares,  tirou alguns sons no violão,  foram a zona cerealista pra melhorar a alimentação... e assim seguiu o baile por algum tempo...  E o amor surgiu, tímido e foi crescendo de um lado. Do outro,  não sabemos ao certo,  pois como todo ser racional,  o habitual é lidar com dados concretos, números, agendas... e eis que em certo momento algo começou a ruir ... o amor continua, mas como o olhar, o toque, o sentimento, a troca, a entrega, a brincadeira, as risadas, as confissões... sempre fizeram parte da construção do amor e confiança do ser emocional a coisa foi ruindo e algo que poderia ter sido construído,  foi dado uma pausa... Mas será que está história continua ou irá brotar uma linda amizade? Quem sabe.  O futuro a Deus pertence!  Que o amor cresça, prevaleça e vigore.
MDuarte

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