Povos Indígenas - notícias

Índios tentam resgatar sangue nos EUA
Ao longo dos anos 60 e 70, americanos fizeram incursões pela Amazônia e levaram amostras de sangue dos Yanomami de Roraima. Em 2000, um livro nos EUA revelou que, ao contrário do que havia sido dito aos índios, o sangue não foi usado em exames de saúde. Os pesquisadores guardaram o material genético para estudos científicos. Inconformados, os índios pediram ao Ministério Público Federal em 2002 que os ajudasse na repatriação do sangue, que continua nos EUA. O Ministério Público procurou diversas instituições. Quatro admitiram ter material genético - o Instituto Nacional do Câncer e as universidades da Pensilvânia, de Binghamton e da Califórnia. Os procuradores brasileiros negociam a devolução com essas instituições - que se mostraram dispostas a colaborar - e aguardam a resposta das demais. Se não obtiverem sucesso, a saída será recorrer aos tribunais americanos - OESP, 29/9, Vida, p.A25.

Recursos Hídricos
O país de contrastes Segundo estudo mundial divulgado pela Unicef, o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário melhoraram no Brasil, mas para crianças pobres, moradoras das regiões Norte e Nordeste, saneamento básico ainda é artigo de luxo. A Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (Pnad) de 2005 aponta que 82,3% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede geral de água, e 75% a esgotamento sanitário. No Nordeste, porém, os índices caem bastante em relação à média nacional: a água chega a 73,87% dos lares, e há esgoto para 46,44% dos domicílios. Dos quase 6 milhões de crianças e adolescentes que vivem na Região Amazônica, 12,58% não têm água encanada - CB, 28/9, Brasil, p.19.

Clima O clima do clima parece mudar
"Já na reta final de preparativos para mais uma reunião dos países que participam da Convenção de Mudanças Climáticas - marcada para novembro em Nairóbi, no Quênia -, há sinais de que, diante da gravidade das questões já evidenciadas, começam a mudar as posturas dos principais interlocutores. Qualquer que seja o caminho, como tem dito o novo secretário da Convenção, Yvo de Boer, um novo pacto para depois de 2012, quando se esgota o de Kyoto, não poderá dispensar a participação dos Estados Unidos. E, por isso, é decisiva a movimentação que está acontecendo ali. E o Brasil, que está entre os cinco maiores emissores de gases do mundo, o que dirá em Nairóbi?", artigo de Washington Novaes - OESP, 29/9, Espaço Aberto, p.A2.

Poluição e mudanças climáticas
"O processo aberto pelo governo da Califórnia contra as montadoras de veículos automotores em razão da contribuição dos mesmos para o aquecimento global abre a discussão de alguns aspectos interessantes. Primeiro, evidencia a crescente adesão informal dos americanos ao Protocolo de Kyoto. Apesar da negativa do governo Bush em assinar o Protocolo, uma coalizão de estados e municípios americanos vêm adotando medidas visando à redução de emissões de gases de efeito estufa. Hoje, cerca de 40% dos cidadãos daquele país moram em municípios que adotam medidas para reduzir essas emissões. Segundo, problematiza o papel do setor de transportes, responsável por cerca de 30% das emissões globais", artigo de Ruy de Goes Leite de Barros, diretor do Programa de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente - CB, 27/9, Opinião, p.23.

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